Folha de Cálculo

Conceito

A folha de cálculo tem sido cada vez mais uma ferramenta essencial ao suporte das atividades organizacionais, sobretudo na área das finanças.

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Fig. 1-Excel

O Excel é, atualmente, a folha de cálculo mais conhecida e lidera o mercado. No entanto, este conceito data já de 1961, altura em que foi desenvolvida a primeira folha de cálculo computorizada por Mattesich. Para além deste, foi desenvolvido mais software com o mesmo efeito, como o Visicalc, Lotus 123, e o Calc LibreOffice (open source).

Funcionalidades

A folha de cálculo é composta por vários conceitos principais que permitem que o utilizador usufrua de determinadas funcionalidades.

  • Célula
    • ‘Retângulos’ que compõem a folha;
    • Identificada pela linha e coluna;
    • Um dos elementos centrais;
    • Armazena valores (números, texto, valores lógicos, data/hora);
    • Tem formatação
    • Pode ter fórmula.

 

  • Formatação de valores numéricos

Os números inseridos numa célula podem ser formatados, isto é, a forma como aparecem na célula pode ser alterada, no entanto o seu valor geral nunca se transforma.

Ao inserir um número numa célula, o utilizador pode definir o modo como quer que este seja apresentado: geral, moeda, data, hora, percentagem, fração, etc.

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Fig. 2 -Formatação

  • Referência

Consiste no nome de uma célula na respetiva folha de cálculo e portanto, é utilizada como variável na criação de fórmulas.

Referências absolutas: O valor copiado é imutável- se o utilizador copiar uma célula para outra e repetir o processo para outras células, o valor copiado será sempre o primeiro copiado. Para isto acontecer é necessário colocar o símbolo ‘$’ para que o valor não se altere.

Referências relativas: O valor copiado altera-se- indica ao Excel como encontrar outra célula a partir da célula que contém a fórmula.

Referências mistas: Utiliza os dois tipos de referência, enquanto uma parte da referência se altera (linha ou coluna), a outra permanece imutável ($).

  • Fórmulas

As fórmulas atribuem um valor a uma célula, utilizando valores, referências ou o resultado de operadores ou funções.

  • Operadores aritméticos e lógicos

O Excel conta com inúmeros operadores que realizam aritmética- adição (+), subtração (-), multiplicação (*), divisão (/), exponenciação(^), incluindo também operadores de comparação- igual (=), menor que (<), maior que  (>), menor ou igual (<=), maior ou igual (>=), diferente (<>).

  • Funções

Através de determinados valores de entrada (variáveis), fornecem o resultado. O Excel disponibiliza certas funções pré-definidas.

  • SUM (range)
  • COUNT (range)
  • CONTA (range)
  • AVERAGE (range)
  • COUNTIF (range, condition)
  • SUMIF (range, condition, [sum_range])
  • IF (condition, RV, RF)
  • AND (condition 1, condition 2, …)
  • OR (condition 1, condition 2, …)

Ao utilizarmos a função IF podemos criar um  encadeamento, isto é, utilizar um IF dentro de IF (e assim sucessivamente) de modo a criar condições dentro de outras condições.

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Fig. 4-Função Soma

 

 

 

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Visualização de dados

Na geologia, geografia, economia, na área militar, na estatística, engenharia, biologia e muitas outras disciplinas, muitos profissionais necessitam de ver e compreender graficamente os dados que têm disponível. Assim, é impossível relacionar a visualização de dados a uma disciplina em particular.

Em Business Intelligence, utiliza-se o User Interface para ajudar as pessoas a entender o significado dos dados que se está a visualizar, procurando padrões, tendências e relações em dados baseados em texto, ficando mais facilmente reconhecidos com o software de visualização de dados.

Visualização de dados serve para:

  • Apoiar a exploração interativa dos dados;
  • Analisar resultados;
  • Compreender os dados e ter uma perspetiva sobre eles;
  • Apresentar e comunicar os resultados obtidos.

Desvantagens:

  • Requerem a visualização humana (ou seja, existe a probabilidade de ocorrer erro humano);
  • É uma análise subjetiva;

Visualização de dados é um campo que tem influências de muitas disciplinas. Estudos psicológicos de perceção de dados ou o impacto de alguns elementos na perceção, como a cor e formas. Designs de gráficos e multimédia são importantes para construir infographic dashboards. Estes dashboards são materializados em diversos elementos: dados, escalas, linhas, barras e formas coloridas. Embora formas e cores são mais importantes em infographics, quando se usa, alguém tem de prestar atenção para evitar certos erros ou armadilhas. Por exemplo, a utilização excessiva de certas cores pode ter um efeito contrário, podendo levar a interpretações incorretas.

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Exemplo: Na  imagem anterior, podemos visualizar uma distribuição de ocorrências de surto de cólera, e concluir que, como existe uma grande concentração de ocorrências no centro da cidade (ou pelo menos no centro desta imagem), alguma coisa nessa localização provocou a doença

As ferramentas para a visualização de dados são usadas na indústria de suporte à tomada de decisão e na academia. Em business analytics visualization é recomendado e mais prático monitorizar todas as atividades e também tomar decisões no tempo certo. Na academia existe exemplos de visualização de dados que têm em conta os jornais mais citados por disciplinas e categorias, por países ou instituições de ranking.

A visualização de dados muda a forma de como as pessoas experienciam a informação e a maneira como vivemos. As maiores tendências da visualização de dados são: uma nova moda, mobilidade, os media, a localização geográfica, dados que se relacionam entre si, a globalização e a ciência da comunicação.

Assim, o principal objetivo da visualização de dados é comunicar a informação de maneira clara e efetiva utilizando meios gráficos.

Business Intelligence

O conceito de Business Intelligence consiste num “conjunto de técnicas e ferramentas para a aquisição e transformação de dados brutos em informações significativas e uteis para não suportar a análise de negócio”.

-Data Warehouse

-Business Analytics: Data Mining; Alertas; OLAP; Ad-hoc Query.

-User Interface: Dashboards; Scorecards.

Data Warehouse

Data Warehouse descreve um arquivo de dados orientado por assunto, adaptado e histórico como o tempo, com o objetivo de apoiar no processo de decisão.

Arquitetura de Data Warebouse (top-down):

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Arquitetura de Data Mart (bottom-up)

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Em Business Intelligence podemos encontrar, por exemplo, o seguinte modelo de exploração de informação:

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Business Analytics

A business Analytics consiste na exploração iterativa e estruturada dos dados de uma organização na análise estatística.

O data mining é uma técnica estatística utilizada quando temos de analisar grandes volumes de dados. Quando existem muitas variáveis com muita informação utiliza-se o Clustering ( “segmentar”), ou seja: Agrupam-se os dados que se encontram mais próximos com base em determinadas variáveis.

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Com esta técnica é possível reduzir grandes conjuntos de dados para produzir informação mais simples, o que otimiza o nosso tempo e facilita a nossa compreensão.

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Predictive analysis

Este conceito consiste em utilizar dados históricos para desenvolver um modelo que permite antecipar resultados de assunto de interesse.

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User interface

O termo user interface descreve a importância de ajudar as pessoas a entender o significado de dados, colocando-os num contexto visual. Os Padrões e as tendências podem passar despercebidos em dados baseados em texto, podendo ser expostos e reconhecidos mais facilmente com o software de visualização de dados.

 

Que software devemos adotar?

Na pesquisa tradicional, impulsionada pelos servicoes de TI:

  • Pensamento linear;
  • Perde-se o conhecimento escondido nos dados;
  • Demora meses a alterar;
  • Centrados no dados.

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Na pesquisa Associativa, impulsionada pelo utilizador:

  • O utilizador decide onde começar;
  • Os dados estão sempre todos visíveis;
  • Demora minutos a alterar;
  • Orientado pelo conhecimento.

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Segmentos de mercado de BI:

Query and reporting: consiste em questionar uma fonte de dados, formatar e de seguida criar um relatório, seja em estilo-produção ou em estilo-gestão.

On Line Analytical Processing: OLAP oferece análise interativa e multidimensional com diferentes níveis de detalhe.  Ao avaliar ferramentas OLAP, é aconselhável distinguir entre questões de plataforma e questões de interface com o usuário.

Dashboards: é uma forma visual de exibição de informação, a qual é usada para mostrar o que está a acontecer no momento do negócio.

Analytic Applications: processos de extração de dados, pré-preparação de relatórios e dashboards.  As “Aplicações Analíticas” oferecem aos negócios uma solução pré-preparada para otimizar uma determinada área.

Performance Management: Aplicações de Performance Management incluem a consolidação do planeamento e parte financeira dos negócios.  Scorecards são um bom exemplo destas aplicações.  Enquanto um dashboard apresenta múltiplos números, um scorecard foca-se e compara um alvo específico.

Para mais informações, clicar.

O Sistema de Gestão de Base de Dados (SGBD)

Hoje em dia, as bases de dados são elementos essenciais para o funcionamento de empresas e organizações. Consistem em conjuntos organizados de dados num sistema informático, disponível para os utilizadores/processamentos da organização. No entanto, para que o acesso por parte destes últimos seja possível, é necessário software específico- o SGBD.

O SGDB, define-se como um Sistema de Gestão de Base de Dados, sendo portanto o software (conjunto de programas)  utilizado para gerir bases de dados. A linguagem utilizada pelo SGDB é o SQL.

  • Criar base de dados;
  • Modificar Base de dados;
  • Eliminar bases de dados;
  • Inserir dados na Base de Dados;
  • Eliminar dados da base de dados.
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Figura 1. O SGDB funciona como interface entre a base de dados e as aplicações que lhe pretendem aceder

Abaixo, podemos verificar que existem inúmeros softwares de SGDB criados por grandes empresas da área da informática.

  • Microsoft SQL Server-SGDB desenvolvido pela Microsoft em 1988 em parceria com a Sybase.
  • Oracle(SGDB)-SGDB criado pela empresa homónima.
  • Amazon (SGSB)-Criada pela própria Amazon e disponível para os utilizadores.
  • MySQL-SGDB open-source criado pela MySQL AB e,mais tarde adquirido pela Oracle Corporation.
  • PostgreSQL-SGDB open-source desenvolvido peça PostgreSQL Global Development Group.
  • DB2-SGBD produzido pela IBM.
  • MongoDB-SGDB desenvolvido pela 10gen.

 

Vantagens

  • Redução de redundância;
  • Manutenção de consistência de dados;
  • Independência entre dados e programas;
  • Visão lógica apresentada ao utilizador ou programa;
  • Desenvolvimento de aplicação melhorada devido à partilha de dados;
  • Possibilidade de desenvolvimento de padrões;
  • Segurança mais facilmente implementada.

Desvantagens

  • Desenho da base de dados envolve tempo e custos;
  • Custos de hardware e software;
  • Acesso às bases de dados é mais lento que a ficheiros.

Análise Multicritério na avaliação de sistemas de informação (MCA)

A análise multi-critério surgiu nos anos 60 enquanto instrumento de apoio à decisão. É aplicada na análise comparativa de projetos alternativos ou medidas heterogéneas. Através desta técnica podem ser tidos em conta diversos critérios, em simultâneo, na análise de uma situação complexa. O método destina-se a ajudar as decisões dos políticos a integrar diferentes opções nas suas ações.

A avaliação multicritério pode ser organizada com vista a produzir uma conclusão sintética simples no final da avaliação ou, pelo contrário, com vista a produzir conclusões adaptadas às preferências e prioridades de diferentes parceiros.

A análise multicritério é semelhante às técnicas adotadas no campo do desenvolvimento organizacional ou gestão de sistemas de informação.

Objetivo

Estruturar uma decisão complexa relativamente a um problema para comparar diferentes alternativas de gestão para esse problema. Por outras palavras consiste em estruturar e combinar as diferentes análises a ter em consideração no processo de tomada de decisão, sendo que a tomada de decisão se baseia em escolhas múltiplas e o tratamento dado a cada uma das escolhas condiciona, em grande medida, a decisão final.

Quando se usa

A análise multicritério é uma ferramenta de comparação, em que são tidos em conta vários pontos de vista, tornando-se desta forma particularmente útil durante a formulação de uma conclusão sobre questões complexas, onde existem conflitos entre objetivos e conjuntos diferentes de critérios.

Resultados esperados

  • Análise transparente, racional e compreensiva;
  • Permite a integração qualitativa e quantitativa dos dados para a decisão final.

Como se faz uma análise multicritério

  1. Definição dos projetos ou ações para apreciação;
  2. Identificar as alternativas (por exemplo um conjunto de automóveis de entre os quais pretendemos escolher um, uma lista de candidatos que pretendemos ordenar, trajetos possíveis para uma viagem, etc.);
  3. Identificar os critérios – aspetos relevantes ou pontos de vista a ter em conta quando comparamos duas alternativas em termos de preferência.
  4. Analisar o peso de cada critério Por exemplo, o custo (preferimos uma alternativa com menor custo do que outra), a experiência profissional (preferimos geralmente um candidato com maior experiência), a qualidade técnica (preferimos um projeto com maior qualidade técnica).
  5. Fazer uma estimativa do desempenho de cada alternativa contra cada critério (Por exemplo, descartamos os automóveis cujo custo ultrapassa a nossa disponibilidade financeira, os candidatos sem certas qualificações mínimas para o cargo, etc.)
  6. Fazer o peso das combinações dos critérios;
  7. Comparar as alternativas e preparar recomendações.

Prós e Contras dos critérios

Prós

  • Pode levar a uma lista de ótimas escolhas;
  • Impactos em valores não monetários;
  • Avaliação mais transparente no processo de tomada de decisão;
  • Facilita o envolvimento de stakeholders (pessoa ou organização que tenha interesse, ou seja afetado pelo projeto).

Contras

  • Comparações limitadas entre estudos;
  • Requer um bom desenvolvimento nos processos de participação;
  • Dependem muito dos stakeholders;
  • Não tem um valor padrão próprio (valores específicos do projeto).

IAAS

A “Cloud Computing”, que em português significa “Computação em nuvem” refere-se à utilização de memória e serviços online, ou seja, através da internet.

Num sistema operacional disponível na Internet podemos ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único.

Existem três mais para a computação em nuvem: a IAAS, a PAAS e a SAAS.

Vamos agora aprofundar a IAAS:

IAAS significa Infraestrutura como um serviço e permite os utilizadores realizarem todas as aplicações que quiserem no hardware da nuvem.

A IAAS permite que aplicações já existentes façam parte da nuvem. Esta fornece hardware, software, servidores e outras infraestruturas, aplicações, incluindo a manutenção do sistema e backup.

As plataformas de IAAS oferecem recursos que podem ser ajustados. Isto faz com que a IAAS seja bem adequada para trabalhos temporários ou experimentais.

Os utilizadores da IAAS pagam pelo uso desta, normalmente por hora, semana ou mês. Alguns fornecedores de serviços também cobram aos clientes com base na quantidade de espaço da nuvem virtual que eles utilizam.

Por exemplo, quando uma empresa está a desenvolver um novo produto de software, será mais rentável manter e testar o aplicativo através de um fornecedor de IaaS. Uma vez testado e aperfeiçoado o novo software, este pode ser removido da Iaas para economizar dinheiro ou para libertar recursos para outros projetos.

Os principais fornecedores de IAAS são:

Amazon Web Services (AWS):  oferece um conjunto de produtos de nuvem globais, amazon-aws-logocomo computação, armazenamento, bancos de dados, análises, rede e segurança.

Windows Azure: é um conjunto de serviços como análise, computação, bases de dados, dispositivos móveis, redes, armazenamento e Web.transferir

IBM SmartCloud Enterprise: disponibiliza serviços como consultoria de negócios, financiamento, serviços tecnológicos e especialização da indústria. ibm_pt_logo_1000px_400x400

Impacto das TI segundo a Teoria da Agência

Os sistemas de informação tornaram-se ferramentas interativas estando envolvidos, a cada minuto, na tomada de decisões das grandes organizações. Durante os últimos dez anos, os sistemas de informação alteraram a economia das empresas e aumentaram positivamente as possibilidades de organização do trabalho.

Teoria da Agência

As empresas funcionam através de contratos entre vários indivíduos com objetivos próprios e não como um organismo uno que procura obter o máximo lucro. Desta maneira, o empresário contrata ‘agentes’ para realizar o trabalho. Estes agentes são, no entanto, constantemente supervisionados pelo empresário de modo a garantir que não atuam por interesse próprio. Conforme a empresa aumenta a sua dimensão, os custos com a gestão destes agentes tornam-se mais elevados e exigem mais cuidado.


  • Impactos Económicos

As TI têm um grande impacto em termos económicos para as empresas, em vários aspetos, alterando os custos relativos ao capital e à informação.

Cada vez mais, os sistemas de tecnologias de informação são vistos como um fator de produção substituto do fator capital e trabalho. O seu custo decrescente em relação ao custo destes dois últimos (que, historicamente, têm vindo a aumentar ao longo dos tempos), tem tornado as TI num elemento essencial nas empresas. Esta nova perspectiva  acaba por resultar numa diminuição dos trabalhadores  da aquisição de capital (edifícios, maquinaria, etc.), tendo como contrapartida um aumento do investimento nas TI.(Laudon, 1990)

As TI afetam também o custo e a qualidade da informação, ajudando a reduzir os custos de transação, isto é, os custos que uma empresa tem quando compra aquilo que não pode produzir (custos de transporte, obtenção de informação, contacto com os fornecedores, etc.)

Nota: Teoria do Custo de Transação- As empresas e indivíduos procuram economizar os custos de transação, tanto quanto os custos de produção. Os baixos preços de transação fazem com que seja mais lucrativo para as empresas comprar do que produzir.

A tecnologia de informação, ao reduzir os custos de aquisição e análise de informações, vem atuar neste tópico ao permitir criar maneiras facilitadas de supervisionar grandes números de trabalhadores, reduzindo os custos de agência. Com plataformas tecnológicas tornou-se mais fácil para os empresários saberem o que os seus trabalhadores fazem e gerir de maneira mais eficiente as suas ações.


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1.Gráfico

 Como mostra a figura 1, ao reduzir os custos gerais de gestão, a tecnologia de informação permite às empresas aumentar as receitas, reduzindo o número de gerentes de nível médio e trabalhadores de escritório. Para além da redução do número de funcionários, as TI têm vindo a permitir, também, uma diminuição dos níveis de hierarquia e consequemente uma maior organização das empresas. Os novos sistemas de informação dão poder a um indivíduo para controlar um maior nível de empregados de nível hierárquico inferior, reduzindo as ‘camadas’ de supervisionamento no organismo empresarial.

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2.Hierarquia

Como vemos na figura 2, o mesmo número de empregados passa a ser liderado por menos ‘agentes’, diminuindo o número de trabalhadores e de níveis hierárquicos. Ao mesmo tempo, indivíduos de ‘níveis inferiores’ passam a ter poder para tomar decisões mais importantes. Deste modo, as empresas têm menos necessidade de contratar um largo número de gerentes. Os custos de gestão diminuem drasticamente e a hierarquia torna-se muito mais eficiente.

 

  • Implicações para a conceção e compreensão dos Sistemas de Informação

Para produzir benefícios genuínos, os sistemas de informação devem ter uma organização clara para serem facilmente compreendidos. Os fatores organizacionais centrais a considerar quando se planeia um novo sistema são os seguintes:

  • O ambiente em que a organização deve funcionar;
  • A estrutura da organização: hierarquia, a especialização, rotinas e processos de negócios;
  • Cultura e política da organização;
  • O tipo de organização e de seu estilo de liderança;
  • Os tipos de processos, tarefas, decisões e negócios com que o sistema de informação é projetado para ajudar;
  • Importância da internet nas organizações.

A Internet tem cada vez maior impacto nas relações entre empresas e entidades externas, aumentando a acessibilidade, o armazenamento e distribuição de informação e economizando tempo na maioria das atividades.

As empresas estão a reconstruir rapidamente alguns dos seus principais processos de negócios baseados em tecnologia e tornando-a um componente-chave nas suas infraestruturas de TI.

A internet permite a execução de processos mais simples de negócios o que pode causar menos postos de trabalho das empresas. Estas mudanças significam maior e melhor gestão, os fatores produtivos do trabalho e capital deixam de ser as preocupações centrais das empresas e a organização empresarial passa a depender, em grande parte, do nível de investimento nas TI.

Globalização e suas fases de evolução

Globalização

Ao longo dos séculos, a globalização percorreu um longo caminho de supressão de barreiras e obstáculos, evoluindo de estados separados  por diferentes continentes para aquilo que vemos hoje em dia- um mundo onde as pessoas e as empresas podem usufruir da comunicação e colaboração mundial, cada vez com menos barreiras entre si. A Globalização é definida como a integração de economias pelo mundo fora, caracterizada pela inovação e progresso tecnológico (FMI, 2002). No livro “The World Is Flat”, o colunista do New York Times, Thomas L. Friedman, caracterizou a evolução da globalização em 3 fases distintas. Friedman argumenta que as forças da globalização estão a criar um mundo ‘’plano’’. Uma das consequências desse “achatamento” que não foi mencionada por Friedman é o aumento da velocidade de mudança. Hoje em dia, assistimos não só a mudanças de grande escala, como também a um aumento do ritmo destas mesmas.


Evolução da globalização segundo Friedman

Fases Período de tempo Entidades primárias na globalização Região globalizada
1.0 1492–1800 Países Europeus e Americanos
2.0 1800–2000 Companhias e Empresas Europeus e Americanos
3.0 2000–atualmente Indivíduos e pequenos grupos Todo o mundo

1.0-Primeira fase da globalização

A primeira fase da globalização teve início nos finais do século XV e terminou por volta de 1800. Durante esta altura, a Índia era muito conhecida pela sua riqueza, sobretudo devido às exportações das valiosas especiarias. No entanto, chegar a este país era uma tarefa árdua e até perigosa, tendo em conta que grande parte das viagens eram feitas por mar e incluíam contornar todo o continente africano.

Quando Cristóvão Colombo partiu, em Agosto de 1492, rumo à descoberta de uma rota para a Índia, aquilo que acabou por encontrar foram as Américas, originando o nascimento de uma nova visão do mundo, com mais áreas para explorar e novas fontes de recursos para usar. Esta primeira fase de globalização afetou principalmente os países europeus, que tentaram estender os seus territórios, conquistando o ‘’Novo Mundo’’.

As inovações mais significativas foram, entre outras:

  • Força proveniente da domesticação de cavalos (para o transporte e agricultura), do vento (para triturar o grão e navegar);
  • Energia do vapor (utilizada sobretudo para os trabalhos mineiros).

Estas novas energias foram a principal causa da Globalization 1.0. Como consequência desta evolução, houve uma aproximação dos continentes entre sim e uma ”redução do tamanho do mundo’’, no entanto todas estas mudanças ocorreram a um ritmo lento que demorou gerações para chegar a todos.

2.0-Segunda fase da globalização

A globalização 2.0 começou em 1800 e durou até 2000 (sendo interrompida apenas pela Grande Depressão e pelas duas guerras mundiais). Durante a globalização 2.0, o mundo encolheu de “tamanho médio para o tamanho pequeno”, uma vez que não só os países mas também as empresas passaram a fazer parte deste processo. Embora as inovações fossem constantes, as mudanças ainda levaram algum tempo para se  fazerem notar.

A Revolução Industrial, por exemplo, precisou de mais do que uma geração para ser sentida a nível mundial. No início da Globalização 2.0, o comboio a vapor levou à queda dos custos de transporte de bens, tanto em terra (usando caminhos de ferro) como no mar (usando navios a vapor). Invenções tecnológicas como:

  • o telégrafo
  • os telefones
  • computadores pessoais
  • satélites
  • as fases iniciais da Internet

…reduziram drasticamente os custos da telecomunicação. Estas reduções de custos em transporte e telecomunicação impulsionaram um mercado crescente em produtos e no trabalho. No entanto, a globalização era ainda liderada pelos Americanos e Europeus.

3.0-Terceira fase da globalização

A terceira fase da Globalização começou com pequenos grupos de quase todos os países a tentarem integrar-se no processo globalização, isto é, a partilha de informações, de culturas e de mercados por todos. Esta fenómeno e partilha de conhecimentos entre as diferentes nações trouxe-nos rapidamente mudança e inovação.

Estas inovações, consequência da partilha de conhecimento entre todos, rapidamente se tornaram globais e indispensáveis na vida do cidadão comum. Por exemplo, a Google, que é uma das maiores empresas do mundo, surgiu apenas em 1998. O telemóvel, sem o qual não saberíamos viver, surgiu apenas em 1860.

No geral, a globalização, entre outros fatores, tem melhorado a nossa forma de viver. 

              

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1.Evolução da Globalização

 

ISCTE-IUL ACM Student Chapter

A ACM é responsável  pela aproximação de todos as pessoas relacionadas com a área da computacmação e tecnologias de informação. Deste modo, garante um maior desenvolvimento desta área através da pesquisa e informação diversificada, a transparência e partilha com todos e um ajustamento às necessidades dos utilizadores tecnológicos. A ACM liga investigadores, professores, engenheiros, alunos e os próprios utilizadores.

Esta associação funciona como um espaço global de partilha, conectando tecnologia e pessoas, numa sociedade em que as duas se encontram cada vez mais indissociáveis.

 

O ISCTE-IUL promove inúmeros eventos ao longo do ano, incluindo SmartTalks, SmartEvents e SmartClasses.


SmartTalks

28 de OutubroConsultoria de sistemas de informação – uma vida a gerir e implementar software!

  • Orador: Sérgio Ferreira Moredata
  • ISCTE-IUL ACM Chapter

28 de Setembro Consultoria de sistemas de informação – uma vida a gerir e implementar software!

  • Orador: Sérgio Ferreira Moredata
  • ISCTE-IUL ACM Chapter

2 de Junho-Towards a Precision Planet

  • Orador: Dr. Timothy Chou

23 de Junho-SmartTalk: OpenSource no ensino e em contexto empresarial

  • Oradores: Eng.º José Sebastião Feio e Eng.º Paulo Tavares

25 de Maio-A case of IBM BPM in the Banking Industry

  • Orador: Diogo Pedroso

19 de Maio-Let’s discuss immutable infrastructure with an expert!

  • Orador:Axel Fontaine
  • Entidades organizadoras: DevOps Lisbon, Portugal Java User Group.

4 de Maio-Raspberry Pi

  • Orador: Jorge Varela          

SmartEvent

17 de setembro-Dia do Software Livre 2016

  • Oradores:Lis Rodrigues, Manuel Silva e Luis Correia
  • Entidades organizadoras: ISCTE-IUL ACM chapter, ANSOL

18 de Maio-Internet of Things (IOT)

  • Oradores:Miguel Paredes & Jorge Quitério, Filipe Valpereiro, Pedro Martins, Pentaho e Tiago Caldeira

20 de Abril-Operating Systems

  • Oradores: Flávio Moringa e Tiago Carrondo.

 


SmartClass

24 de Maio-Ways of visualizing science and technology

  • Orador: Prof. Rosário Durão
  • Entidade organizadora: VISTAC – Science and Technology Visuals in Action Engineering Pilot Study

20 de Maio-Computer forensics

  • Orador: Manuel Delgado

29 de Abril-MySQL

  • Orador:Carlos Coutinho

16 de Abril-A Associação Nacional para o Software Livre

  • Orador: Marcos Marado
  • Entidade:MOSS – Master in Open Source Software, ANSOL

15 de Abril-Social Network Analysis

  • Vasco Monteiro
  • MOSS – Master in Open Source Software

13 de Abril-Hardware Open Source & Robotics

  • Orador: Prof. Carlos J. Costa

Outros

CodeEU-15 de Outubro a 23 de Outubro;

  • SapUI5
  • JavaScript
  • Python
  • Java
  • Smartmooc

Atuais membros da direção:

  • Presidente: Nuno Miguel Paredes (Mestrado em Informática e Gestão de Empresas)
  • Vice-presidente: Jorge Quitério (Mestrado em MOSS – Software de Código Aberto)
  • Tesoureiro: Fernando Bento (Doutoramento)

 

Site: http://iscte.acm.org