O Sistema de Gestão de Base de Dados (SGBD)

Hoje em dia, as bases de dados são elementos essenciais para o funcionamento de empresas e organizações. Consistem em conjuntos organizados de dados num sistema informático, disponível para os utilizadores/processamentos da organização. No entanto, para que o acesso por parte destes últimos seja possível, é necessário software específico- o SGBD.

O SGDB, define-se como um Sistema de Gestão de Base de Dados, sendo portanto o software (conjunto de programas)  utilizado para gerir bases de dados. A linguagem utilizada pelo SGDB é o SQL.

  • Criar base de dados;
  • Modificar Base de dados;
  • Eliminar bases de dados;
  • Inserir dados na Base de Dados;
  • Eliminar dados da base de dados.
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Figura 1. O SGDB funciona como interface entre a base de dados e as aplicações que lhe pretendem aceder

Abaixo, podemos verificar que existem inúmeros softwares de SGDB criados por grandes empresas da área da informática.

  • Microsoft SQL Server-SGDB desenvolvido pela Microsoft em 1988 em parceria com a Sybase.
  • Oracle(SGDB)-SGDB criado pela empresa homónima.
  • Amazon (SGSB)-Criada pela própria Amazon e disponível para os utilizadores.
  • MySQL-SGDB open-source criado pela MySQL AB e,mais tarde adquirido pela Oracle Corporation.
  • PostgreSQL-SGDB open-source desenvolvido peça PostgreSQL Global Development Group.
  • DB2-SGBD produzido pela IBM.
  • MongoDB-SGDB desenvolvido pela 10gen.

 

Vantagens

  • Redução de redundância;
  • Manutenção de consistência de dados;
  • Independência entre dados e programas;
  • Visão lógica apresentada ao utilizador ou programa;
  • Desenvolvimento de aplicação melhorada devido à partilha de dados;
  • Possibilidade de desenvolvimento de padrões;
  • Segurança mais facilmente implementada.

Desvantagens

  • Desenho da base de dados envolve tempo e custos;
  • Custos de hardware e software;
  • Acesso às bases de dados é mais lento que a ficheiros.

Análise Multicritério na avaliação de sistemas de informação (MCA)

A análise multi-critério surgiu nos anos 60 enquanto instrumento de apoio à decisão. É aplicada na análise comparativa de projetos alternativos ou medidas heterogéneas. Através desta técnica podem ser tidos em conta diversos critérios, em simultâneo, na análise de uma situação complexa. O método destina-se a ajudar as decisões dos políticos a integrar diferentes opções nas suas ações.

A avaliação multicritério pode ser organizada com vista a produzir uma conclusão sintética simples no final da avaliação ou, pelo contrário, com vista a produzir conclusões adaptadas às preferências e prioridades de diferentes parceiros.

A análise multicritério é semelhante às técnicas adotadas no campo do desenvolvimento organizacional ou gestão de sistemas de informação.

Objetivo

Estruturar uma decisão complexa relativamente a um problema para comparar diferentes alternativas de gestão para esse problema. Por outras palavras consiste em estruturar e combinar as diferentes análises a ter em consideração no processo de tomada de decisão, sendo que a tomada de decisão se baseia em escolhas múltiplas e o tratamento dado a cada uma das escolhas condiciona, em grande medida, a decisão final.

Quando se usa

A análise multicritério é uma ferramenta de comparação, em que são tidos em conta vários pontos de vista, tornando-se desta forma particularmente útil durante a formulação de uma conclusão sobre questões complexas, onde existem conflitos entre objetivos e conjuntos diferentes de critérios.

Resultados esperados

  • Análise transparente, racional e compreensiva;
  • Permite a integração qualitativa e quantitativa dos dados para a decisão final.

Como se faz uma análise multicritério

  1. Definição dos projetos ou ações para apreciação;
  2. Identificar as alternativas (por exemplo um conjunto de automóveis de entre os quais pretendemos escolher um, uma lista de candidatos que pretendemos ordenar, trajetos possíveis para uma viagem, etc.);
  3. Identificar os critérios – aspetos relevantes ou pontos de vista a ter em conta quando comparamos duas alternativas em termos de preferência.
  4. Analisar o peso de cada critério Por exemplo, o custo (preferimos uma alternativa com menor custo do que outra), a experiência profissional (preferimos geralmente um candidato com maior experiência), a qualidade técnica (preferimos um projeto com maior qualidade técnica).
  5. Fazer uma estimativa do desempenho de cada alternativa contra cada critério (Por exemplo, descartamos os automóveis cujo custo ultrapassa a nossa disponibilidade financeira, os candidatos sem certas qualificações mínimas para o cargo, etc.)
  6. Fazer o peso das combinações dos critérios;
  7. Comparar as alternativas e preparar recomendações.

Prós e Contras dos critérios

Prós

  • Pode levar a uma lista de ótimas escolhas;
  • Impactos em valores não monetários;
  • Avaliação mais transparente no processo de tomada de decisão;
  • Facilita o envolvimento de stakeholders (pessoa ou organização que tenha interesse, ou seja afetado pelo projeto).

Contras

  • Comparações limitadas entre estudos;
  • Requer um bom desenvolvimento nos processos de participação;
  • Dependem muito dos stakeholders;
  • Não tem um valor padrão próprio (valores específicos do projeto).

IAAS

A “Cloud Computing”, que em português significa “Computação em nuvem” refere-se à utilização de memória e serviços online, ou seja, através da internet.

Num sistema operacional disponível na Internet podemos ter acesso a informações, arquivos e programas num sistema único.

Existem três mais para a computação em nuvem: a IAAS, a PAAS e a SAAS.

Vamos agora aprofundar a IAAS:

IAAS significa Infraestrutura como um serviço e permite os utilizadores realizarem todas as aplicações que quiserem no hardware da nuvem.

A IAAS permite que aplicações já existentes façam parte da nuvem. Esta fornece hardware, software, servidores e outras infraestruturas, aplicações, incluindo a manutenção do sistema e backup.

As plataformas de IAAS oferecem recursos que podem ser ajustados. Isto faz com que a IAAS seja bem adequada para trabalhos temporários ou experimentais.

Os utilizadores da IAAS pagam pelo uso desta, normalmente por hora, semana ou mês. Alguns fornecedores de serviços também cobram aos clientes com base na quantidade de espaço da nuvem virtual que eles utilizam.

Por exemplo, quando uma empresa está a desenvolver um novo produto de software, será mais rentável manter e testar o aplicativo através de um fornecedor de IaaS. Uma vez testado e aperfeiçoado o novo software, este pode ser removido da Iaas para economizar dinheiro ou para libertar recursos para outros projetos.

Os principais fornecedores de IAAS são:

Amazon Web Services (AWS):  oferece um conjunto de produtos de nuvem globais, amazon-aws-logocomo computação, armazenamento, bancos de dados, análises, rede e segurança.

Windows Azure: é um conjunto de serviços como análise, computação, bases de dados, dispositivos móveis, redes, armazenamento e Web.transferir

IBM SmartCloud Enterprise: disponibiliza serviços como consultoria de negócios, financiamento, serviços tecnológicos e especialização da indústria. ibm_pt_logo_1000px_400x400

Impacto das TI segundo a Teoria da Agência

Os sistemas de informação tornaram-se ferramentas interativas estando envolvidos, a cada minuto, na tomada de decisões das grandes organizações. Durante os últimos dez anos, os sistemas de informação alteraram a economia das empresas e aumentaram positivamente as possibilidades de organização do trabalho.

Teoria da Agência

As empresas funcionam através de contratos entre vários indivíduos com objetivos próprios e não como um organismo uno que procura obter o máximo lucro. Desta maneira, o empresário contrata ‘agentes’ para realizar o trabalho. Estes agentes são, no entanto, constantemente supervisionados pelo empresário de modo a garantir que não atuam por interesse próprio. Conforme a empresa aumenta a sua dimensão, os custos com a gestão destes agentes tornam-se mais elevados e exigem mais cuidado.


  • Impactos Económicos

As TI têm um grande impacto em termos económicos para as empresas, em vários aspetos, alterando os custos relativos ao capital e à informação.

Cada vez mais, os sistemas de tecnologias de informação são vistos como um fator de produção substituto do fator capital e trabalho. O seu custo decrescente em relação ao custo destes dois últimos (que, historicamente, têm vindo a aumentar ao longo dos tempos), tem tornado as TI num elemento essencial nas empresas. Esta nova perspectiva  acaba por resultar numa diminuição dos trabalhadores  da aquisição de capital (edifícios, maquinaria, etc.), tendo como contrapartida um aumento do investimento nas TI.(Laudon, 1990)

As TI afetam também o custo e a qualidade da informação, ajudando a reduzir os custos de transação, isto é, os custos que uma empresa tem quando compra aquilo que não pode produzir (custos de transporte, obtenção de informação, contacto com os fornecedores, etc.)

Nota: Teoria do Custo de Transação- As empresas e indivíduos procuram economizar os custos de transação, tanto quanto os custos de produção. Os baixos preços de transação fazem com que seja mais lucrativo para as empresas comprar do que produzir.

A tecnologia de informação, ao reduzir os custos de aquisição e análise de informações, vem atuar neste tópico ao permitir criar maneiras facilitadas de supervisionar grandes números de trabalhadores, reduzindo os custos de agência. Com plataformas tecnológicas tornou-se mais fácil para os empresários saberem o que os seus trabalhadores fazem e gerir de maneira mais eficiente as suas ações.


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1.Gráfico

 Como mostra a figura 1, ao reduzir os custos gerais de gestão, a tecnologia de informação permite às empresas aumentar as receitas, reduzindo o número de gerentes de nível médio e trabalhadores de escritório. Para além da redução do número de funcionários, as TI têm vindo a permitir, também, uma diminuição dos níveis de hierarquia e consequemente uma maior organização das empresas. Os novos sistemas de informação dão poder a um indivíduo para controlar um maior nível de empregados de nível hierárquico inferior, reduzindo as ‘camadas’ de supervisionamento no organismo empresarial.

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2.Hierarquia

Como vemos na figura 2, o mesmo número de empregados passa a ser liderado por menos ‘agentes’, diminuindo o número de trabalhadores e de níveis hierárquicos. Ao mesmo tempo, indivíduos de ‘níveis inferiores’ passam a ter poder para tomar decisões mais importantes. Deste modo, as empresas têm menos necessidade de contratar um largo número de gerentes. Os custos de gestão diminuem drasticamente e a hierarquia torna-se muito mais eficiente.

 

  • Implicações para a conceção e compreensão dos Sistemas de Informação

Para produzir benefícios genuínos, os sistemas de informação devem ter uma organização clara para serem facilmente compreendidos. Os fatores organizacionais centrais a considerar quando se planeia um novo sistema são os seguintes:

  • O ambiente em que a organização deve funcionar;
  • A estrutura da organização: hierarquia, a especialização, rotinas e processos de negócios;
  • Cultura e política da organização;
  • O tipo de organização e de seu estilo de liderança;
  • Os tipos de processos, tarefas, decisões e negócios com que o sistema de informação é projetado para ajudar;
  • Importância da internet nas organizações.

A Internet tem cada vez maior impacto nas relações entre empresas e entidades externas, aumentando a acessibilidade, o armazenamento e distribuição de informação e economizando tempo na maioria das atividades.

As empresas estão a reconstruir rapidamente alguns dos seus principais processos de negócios baseados em tecnologia e tornando-a um componente-chave nas suas infraestruturas de TI.

A internet permite a execução de processos mais simples de negócios o que pode causar menos postos de trabalho das empresas. Estas mudanças significam maior e melhor gestão, os fatores produtivos do trabalho e capital deixam de ser as preocupações centrais das empresas e a organização empresarial passa a depender, em grande parte, do nível de investimento nas TI.

Globalização e suas fases de evolução

Globalização

Ao longo dos séculos, a globalização percorreu um longo caminho de supressão de barreiras e obstáculos, evoluindo de estados separados  por diferentes continentes para aquilo que vemos hoje em dia- um mundo onde as pessoas e as empresas podem usufruir da comunicação e colaboração mundial, cada vez com menos barreiras entre si. A Globalização é definida como a integração de economias pelo mundo fora, caracterizada pela inovação e progresso tecnológico (FMI, 2002). No livro “The World Is Flat”, o colunista do New York Times, Thomas L. Friedman, caracterizou a evolução da globalização em 3 fases distintas. Friedman argumenta que as forças da globalização estão a criar um mundo ‘’plano’’. Uma das consequências desse “achatamento” que não foi mencionada por Friedman é o aumento da velocidade de mudança. Hoje em dia, assistimos não só a mudanças de grande escala, como também a um aumento do ritmo destas mesmas.


Evolução da globalização segundo Friedman

Fases Período de tempo Entidades primárias na globalização Região globalizada
1.0 1492–1800 Países Europeus e Americanos
2.0 1800–2000 Companhias e Empresas Europeus e Americanos
3.0 2000–atualmente Indivíduos e pequenos grupos Todo o mundo

1.0-Primeira fase da globalização

A primeira fase da globalização teve início nos finais do século XV e terminou por volta de 1800. Durante esta altura, a Índia era muito conhecida pela sua riqueza, sobretudo devido às exportações das valiosas especiarias. No entanto, chegar a este país era uma tarefa árdua e até perigosa, tendo em conta que grande parte das viagens eram feitas por mar e incluíam contornar todo o continente africano.

Quando Cristóvão Colombo partiu, em Agosto de 1492, rumo à descoberta de uma rota para a Índia, aquilo que acabou por encontrar foram as Américas, originando o nascimento de uma nova visão do mundo, com mais áreas para explorar e novas fontes de recursos para usar. Esta primeira fase de globalização afetou principalmente os países europeus, que tentaram estender os seus territórios, conquistando o ‘’Novo Mundo’’.

As inovações mais significativas foram, entre outras:

  • Força proveniente da domesticação de cavalos (para o transporte e agricultura), do vento (para triturar o grão e navegar);
  • Energia do vapor (utilizada sobretudo para os trabalhos mineiros).

Estas novas energias foram a principal causa da Globalization 1.0. Como consequência desta evolução, houve uma aproximação dos continentes entre sim e uma ”redução do tamanho do mundo’’, no entanto todas estas mudanças ocorreram a um ritmo lento que demorou gerações para chegar a todos.

2.0-Segunda fase da globalização

A globalização 2.0 começou em 1800 e durou até 2000 (sendo interrompida apenas pela Grande Depressão e pelas duas guerras mundiais). Durante a globalização 2.0, o mundo encolheu de “tamanho médio para o tamanho pequeno”, uma vez que não só os países mas também as empresas passaram a fazer parte deste processo. Embora as inovações fossem constantes, as mudanças ainda levaram algum tempo para se  fazerem notar.

A Revolução Industrial, por exemplo, precisou de mais do que uma geração para ser sentida a nível mundial. No início da Globalização 2.0, o comboio a vapor levou à queda dos custos de transporte de bens, tanto em terra (usando caminhos de ferro) como no mar (usando navios a vapor). Invenções tecnológicas como:

  • o telégrafo
  • os telefones
  • computadores pessoais
  • satélites
  • as fases iniciais da Internet

…reduziram drasticamente os custos da telecomunicação. Estas reduções de custos em transporte e telecomunicação impulsionaram um mercado crescente em produtos e no trabalho. No entanto, a globalização era ainda liderada pelos Americanos e Europeus.

3.0-Terceira fase da globalização

A terceira fase da Globalização começou com pequenos grupos de quase todos os países a tentarem integrar-se no processo globalização, isto é, a partilha de informações, de culturas e de mercados por todos. Esta fenómeno e partilha de conhecimentos entre as diferentes nações trouxe-nos rapidamente mudança e inovação.

Estas inovações, consequência da partilha de conhecimento entre todos, rapidamente se tornaram globais e indispensáveis na vida do cidadão comum. Por exemplo, a Google, que é uma das maiores empresas do mundo, surgiu apenas em 1998. O telemóvel, sem o qual não saberíamos viver, surgiu apenas em 1860.

No geral, a globalização, entre outros fatores, tem melhorado a nossa forma de viver. 

              

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1.Evolução da Globalização